terça-feira, 3 de julho de 2012

SERÁ ROMARINHO, O NOVO BASÍLIO?






Contagem regressiva para a grande final da Libertadores de 2012. Edição que sem duvida entrará para a história. De um lado o tradicionalíssimo hexacampeão Boca Juniors lutando pelo sétimo título e a hegemonia continental se igualando ao maior campeão Independiente, e do outro, o Corinthians e sua apaixonada torcida, porém a nível continental ainda não tão tradicional e lutando pelo seu primeiro título desse tão cobiçado campeonato.

Fato que poderia ser considerado desanimador para o bando de loucos corintianos, mas ao contrario, não intimida a fiel torcida que vê seu time pela primeira vez chegar a final e se enche de esperança de conquistar o tão sonhado título.

Motivos não faltam para os torcedores acreditarem. Parece que a sorte vem acompanhando os jogos do timão através das fases, como no gol perdido inacreditavelmente pelo vascaíno Thiago Neves nas quartas de final e os gols perdidos pelos atuais campeões santistas Neymar e cia. nas semifinais.

Na final, após um péssimo primeiro jogo disputado no temido estádio de La Bombonera, jogando na defesa e chutando para onde estivessem virados, demonstrando respeito excessivo aos argentinos, após tomar o primeiro gol numa das poucas oportunidades que tiveram e se livrar da expulsão do zagueiro Chicão que colocou a mão na bola tentando impedir o gol, o time ainda se livrou de tomar o segundo gol graças a incompetência de seu jogador que praticamente debaixo da trave, matou a bola na canela e deixou-a escapar pela linha de fundo.

Após o gol tomado, o técnico Tite resolve colocar o jovem Romarinho, que três dias antes, no jogo contra o arqui-rival Palmeiras havia sido o responsável por uma virada histórica de 2x1 marcando 2 belos gols. Romarinho entrou, e em seu primeiro toque na bola, no seu primeiro jogo de Libertadores, marcou seu primeiro gol justamente na final salvando o seu time da derrota que os deixa com grandes chances de conquistar o título em casa no segundo jogo. Vai ter estrela assim lá em Buenos Aires! E para que a felicidade da fiel seja completa, que essa estrela continue brilhando no segundo jogo da final. Se isso acontecer o jogador já não precisará fazer mais nada para entrar para a história do alvinegro paulista e para o coração da fiel torcida, assim como outros exemplos do passado.

Esse fato nos faz lembrar da história alvinegra que teve em 77 o talismã Basílio, que no terceiro jogo da final do campeonato paulista contra a Ponte Preta, após um bate-rebate na área, marca um gol chorado ao estilo corintiano, que deu o título paulista e tirou o time da fila de 23 anos sem título.

Outro exemplo foi o de 1988, na final do paulista contra o Guarani, já no final da partida o desconhecido na época, atacante Viola entra e marca o gol que dá o título ao Corinthians. Após o gol, Viola tira a camisa e joga para a torcida e surpreendentemente o atacante tinha uma camisa por baixo, como se já soubesse que iria entrar no jogo e fazer o gol.

Em 1990 o Corinthians ainda não tinha um título brasileiro quando conquistou pela primeira vez graças aos gols de falta do artilheiro Neto e o gol na final do talismã Tupãzinho em cima do São Paulo de Raí e Telê Santana que depois viria a ser bi-campeão da Libertadores em 92-93.

A história guarda alguns casos como esses, mas pelo peso que esse jejum de Libertadores tem para os torcedores corintianos, com certeza se houver um herói nesse título, vai ser o mais importante da história do time, pois com certeza estará tirando um peso do mundo inteiro das costas de cada corintiano e calando a boca tanto dos argentinos do boca, quanto dos torcedores rivais que gostam de fazer piadas com o fato do time ainda não ter conquistado esse título.
Sendo assim, boa sorte ao time corintiano e a todos os fiéis torcedores.

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