Contagem regressiva para a grande final da Libertadores de
2012. Edição que sem duvida entrará para a história. De um lado o
tradicionalíssimo hexacampeão Boca Juniors lutando pelo sétimo título e a
hegemonia continental se igualando ao maior campeão Independiente, e do outro, o Corinthians e sua apaixonada torcida, porém a nível continental
ainda não tão tradicional e lutando pelo seu
primeiro título desse tão cobiçado campeonato.
Fato que poderia ser considerado desanimador para o bando
de loucos corintianos, mas ao contrario, não intimida a fiel torcida que vê seu
time pela primeira vez chegar a final e se enche de esperança de conquistar o
tão sonhado título.
Motivos não faltam para os torcedores acreditarem. Parece
que a sorte vem acompanhando os jogos do timão através das fases, como no gol perdido
inacreditavelmente pelo vascaíno Thiago Neves nas quartas de final e os gols
perdidos pelos atuais campeões santistas Neymar e cia. nas semifinais.
Na final, após um péssimo primeiro jogo disputado no
temido estádio de La Bombonera, jogando na defesa e chutando para onde estivessem
virados, demonstrando respeito excessivo aos argentinos, após tomar o primeiro
gol numa das poucas oportunidades que tiveram e se livrar da expulsão do
zagueiro Chicão que colocou a mão na bola tentando impedir o gol, o time ainda se
livrou de tomar o segundo gol graças a incompetência de seu jogador que praticamente
debaixo da trave, matou a bola na canela e deixou-a escapar pela linha de fundo.
Após o gol tomado, o técnico Tite resolve colocar o jovem
Romarinho, que três dias antes, no jogo contra o arqui-rival Palmeiras havia sido
o responsável por uma virada histórica de 2x1 marcando 2 belos gols. Romarinho
entrou, e em seu primeiro toque na bola, no seu primeiro jogo de Libertadores, marcou
seu primeiro gol justamente na final salvando o seu time da derrota que os deixa com grandes chances de conquistar o título em casa no segundo jogo. Vai
ter estrela assim lá em Buenos Aires! E para que a felicidade da fiel seja
completa, que essa estrela continue brilhando no segundo jogo da final. Se isso
acontecer o jogador já não precisará fazer mais nada para entrar para a
história do alvinegro paulista e para o coração da fiel torcida, assim como
outros exemplos do passado.
Esse fato nos faz lembrar da história alvinegra que teve
em 77 o talismã Basílio, que no terceiro jogo da final do campeonato paulista
contra a Ponte Preta, após um bate-rebate na área, marca um gol chorado ao
estilo corintiano, que deu o título paulista e tirou o time da fila de 23
anos sem título.
Outro exemplo foi o de 1988, na final do paulista contra
o Guarani, já no final da partida o desconhecido na época, atacante Viola entra
e marca o gol que dá o título ao Corinthians. Após o gol, Viola tira a camisa e
joga para a torcida e surpreendentemente o atacante tinha uma camisa por baixo,
como se já soubesse que iria entrar no jogo e fazer o gol.
Em 1990 o Corinthians ainda não tinha um título
brasileiro quando conquistou pela primeira vez graças aos gols de falta do
artilheiro Neto e o gol na final do talismã Tupãzinho em cima do São Paulo de Raí
e Telê Santana que depois viria a ser bi-campeão da Libertadores em 92-93.
A história guarda alguns casos como esses, mas pelo peso
que esse jejum de Libertadores tem para os torcedores corintianos, com certeza
se houver um herói nesse título, vai ser o mais importante da história do time, pois com certeza estará tirando um peso do mundo inteiro das costas de cada
corintiano e calando a boca tanto dos argentinos do boca, quanto dos torcedores rivais que gostam de fazer piadas com o fato do time ainda não ter conquistado esse título.
Sendo assim, boa sorte ao time corintiano e a todos os fiéis torcedores.
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